Uma experiência Erasmus com o MTA
Quando me mudei de malas e bagagens para Londres fui forçada a recomeçar do zero. Sem os amigos, sem os pais, sem a família MTA que de uma maneira ou de outra sempre foram um “lugar a salvo para onde correr”. O que mais me custou foi ter deixado o MTA de uma maneira tão repentina… como arrancar um penso-rápido, como eles dizem por aqui. Ficou tanta coisa por dizer, tanto por pensar, aquele “hoje soube-me a pouco” que todos experimentamos de vez em quando.
Por muito que haja para fazer, por muitas coisas que estejam a acontecer à nossa volta, estar sozinha num país que não é o nosso traz muito tempo a sós. Muito tempo para pensar. E é com estas distâncias que se critica a realidade que sempre julgamos nossa; é com estas experiências que se vê o mundo mais nitidamente.
Hoje vejo o que o MTA foi fazendo por mim, melhor, foi fazendo DE mim. A maneira como nos fomos moldando uns aos outros, como construímos um presente e um futuro, sem nos apercebermos. Porque quando nos entregamos de alma e coração ao nosso grupo MTA esquecemos burocracias, passa-nos ao lado tudo o que não seja “o” grupo. E assim crescemos juntos.
A minha vinda para Londres foi facilitada por todas as experiências que tive enquanto membro do MTA. E também sei que, quando regressar (mais cedo ou mais tarde), a minha vida em Londres vai facilitar a minha entrega ao MTA.
Aqui ou aí, mais perto ou mais longe, continuo a viver o MTA na primeira pessoa. Porque é impossível esquecer uma parte de nós.




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